Sunday, September 30, 2007

A Solução - Parte IV

Não havia mais aquele tom amarelo nos olhos da neta, muito menos havia aura alguma que denunciasse que quem estava ali era Alice. Havia apenas uma forma feminina com um rosto impassível, deixando às chamas circundarem seu corpo enquanto as gotas de sangue caíam ao chão amadeirado. Não podia ser ela. “Ele” não permitira isso. Não era possível. Mas seus olhos não conseguiam se desgrudar daquela cena em que aquela criatura avançou mais uma vez em direção àquela pequena criança que também não era mais seu neto. A espada que ela carregava nas mãos. Que a grande mãe fizesse com que ela se mantivesse sã, mas ela poderia jurar que as runas que brilhavam emitiam as vozes que clamavam por piedade. Ela jamais havia escutado em toda sua vida algo tão mórbido e pavoroso quanto aquilo que acontecia e nem conseguia acreditar que uma simples criança parecia conseguir manter aquilo afastada dela. A espada rasgava o ar. As chamas que rodeavam aquela forma feminina pareciam se intensificar e o brilho daqueles olhos? Que brilho era aquele? Ele não queria ver. Não queria mais ver, mas estava paralisada, sentindo seu coração doer de tão acelerado que estava. Lágrimas rolavam-lhe a face quando aquela espada se erguia mais uma vez parecendo encontrar toda a resistência que poderia encontrar até começar a rasgar o corpo diminuto e aquele sangue jorrar.
- Grande Mãe! – Escapavam as palavras dos lábios trêmulos, enquanto ela podia escutar o grito da criança. O grito de sua neta à medida que a espada ainda partia o corpo de cima em baixo com tamanha resistência.

Uma coisa que eu aprendi, desde que comecei a conhecer meus pesadelos, é que Deus nunca foi um camarada bondoso como todos apontam. Aprendi que ele também erra como todos os mortais e que também se envergonha de seus atos. Togarini e Geburah sempre me deixaram bem claro que as coisas não eram tão belas assim e que acreditar que Anjos, Arcanjos são seres belos e que só nos traz paz e tranqüilidade, era o mesmo que acreditar em mitos do Papai Noel, do Coelho da Páscoa. Não há beleza alguma nos reinos e nos comandados “DEle” e tentar bancar a melhor do que eles. Tentar mostrar que eu poderia tomar minhas próprias decisões, foi uma das piores coisas que eu fiz. Antes eu ficasse naquele estado adormecido que eu me encontrava. Antes fosse como todas as outras vezes que eu despertava depois de alguns dias em algum hospital, com Jean sorrindo para mim e dizendo-me: Bem vinda ao mundo dos vivos. Mas no momento que eles dois, Togarini e Geburah começaram a corta o corpo da criança, pude ver tudo com meus olhos, pude sentir toda a resistência daquele corpo.... Pude sentir toda a dor que a criança sentiu... Malditos fossem os laços sanguíneos...
“- Me perdoe Alec!” – Foi a única coisa que pude pensar, quando sentia a minha alma quase sendo sugada pela espada junto com a alma da criança. Quando aquelas chamas que me circundavam começaram a envolver o meu corpo junto com a criança e começar a consumir os nossos corpos. Não pude conter o grito de dor. Não pude conter o poder dos arcanjos que me fizeram sentir a dor da criança. Eu devia ter imaginado. O sacrifício da criança não seria a mesma coisa se fosse o próprio Togarini que tivesse a matado e Geburah também não se satisfaria com ele matando pessoalmente. Eles apenas tornaram tudo possível, pois sozinha eu não conseguiria me aproximar. Sádicos... A resistência não existia mais na espada. O corpo dela foi consumido em chamas que vinham do próprio inferno que disputou pela alma da criança e da minha e no fim de todo aquele martírio. Que eu não sabia mais em meio a tanta dor de músculos consumidos por chamas e a mente rasgada por todos os pecados que cometi junto à minha pretensão de ter bancado Deus... Pude apenas ver tudo enegrecer enquanto em algum lugar o som metálico de minha espada parecia ecoar e sumir...

- ALIIICEEE!!! – A avó pode ver as chamas consumindo o corpo do bebê. Pode ouvir aqueles gritos e pensou que Alice também seria consumida naquelas chamas. A primeira coisa que ela escutou foi o baque metálico ao chão. Mas por um breve momento uma luz forte a cegou e foi a primeira reação que ela pode ter no meio de tudo aquilo, foi de proteger os olhos. Seu corpo tremia diante de tudo aquilo, mas um outro baque chamou sua atenção e quando criou coragem de olhar. Seu coração quase parou. Ali, ao chão... Caída com a mão próxima ao punho da espada, estava o corpo desnudo de sua neta. Encharcado de suor e sangue, com o respirar quase inexistente. Os cabelos negros grudados à face como se mostrando a ela que milagres existiam. Aproximou-se temerosa, desejando que aquilo não fosse a última visão que teria. Querendo acreditar que Alice não era um pássaro de mau agouro que a levaria para os abismos de Hades. Tocava-lhe a pele, virando o corpo da moça. O coração dela estava tão lento que a única reação que pode ter, foi abraçar aquele corpo desnudo e deixar as lágrimas tomarem sua face durante um uivo de dor.

- AAAAAALIIIIIIIIIICEEEEEE!!!!

Sunday, September 23, 2007

A Solução - Parte III

"- Aqueles olhos. Não... Não podiam ser os mesmos olhos! Ela não poderia... - A avó ainda mantinha as mãos frente aos lábios, tentando despertar daquela sensação estranha que tomava posse de sua alma e de seus pensamentos. As palavras que ela havia escutado, não poderiam ter partido dos lábios daquela moça. Não aquela moça em particular. Seus pensamentos a remetiam a um passado onde ela via uma garotinha com olhos tão estranhos para a família Lupin. Mas não podia negar o cheiro que a moça possuía em seu sangue. Não podia se esquecer dos olhos assutados de quem não conseguia dormir, falando sobre monstros no armário." - A-Alice?
Meus olhos se estreitavam mais ainda e aquela velha ainda se mantinha no meu caminho. Meus lábios se retraíam, deixando os dentes à mostra, evidenciando claramente a raiva crescente dentro de mim. Minha espada já não se arrastava mais ao chão. Aquela velha protegia uma besta que devia ser eliminada e aqueles que estão aliados com meus inimigos, devem ser eliminados. - Não deixarei que esta cria do inferno destrua a humanidade!
O tempo começava a virar. Nuvens escuras avançavam em direção àquela casa. Ventos mais fortes começavam a castigar as árvores, trazendo dor aos seus troncos, fazendo-as gritar, implorando perdão ao vento por se manterem enraizadas. A criança chorava em seu berço, pressentindo o perigo que a circundava e a velha tentava resgatar em seu sangue algo que Alec também carregava.

- Espere! Alice! Esta não é você! Eu a conheço... Conheço seus receios... Sei o que aconteceu contigo... A criança... Ela não tem culpa!
Eu podia escutar aquela voz. Aquela voz que dizia me conhecer, que dizia saber o que havia acontecido comigo. Ela tentava dizer que a criança não tinha culpa.
- BASTA! - Gritei erguendo minha espada! - Saia da minha frente Lupin, ou terá o mesmo fim da criatura que você tanto protege. Não apele para os laços familiares.
O medo começava a se espalhar de forma crescente nas almas de quem estava perto daquela casa. A Avó de Alec, não reconhecia mais sua neta. Os Lycans começavam a temer a própria mãe Gaya que arrancava da terra o ar eletrizado, levando-os para o céu em uma demonstração de sua fúria.
"- O que está acontecendo com ela? o que está acontecendo com o tempo grande mãe!" - Pensava de forma desnorteada a senhora, escutando o silenciar da criança naquela aproximação perigosa de Alice. Voltando seu olhar para a criança, ela não sabia mais quem devia temer. Se era a neta que parecia carregar em sua alma o sangue de arcanjos vingadores, ou se o olhar daquela criança tão nova ao berço. Seu coração pulsava de modo forte, enquanto seu sangue lycan começava a mostrar nuances do que Alice havia dito em tão poucas palavras. Seu corpo voltava-se então em direção a Alice e ela se assombrava ao ver que a neta havia saltado ao ar e que agora descia com a espada pronta para golpear.
"- Saia! Saia do caminho sua velha estúpida. Ele não é mais seu neto!" - Estes eram os resquícios da minha humanidade que implorava para que ela abrisse o caminho, antes que o golpe acertasse aquela senhora. Eu já não comandava mais meu corpo. Eu já não possuía mais controle sobre meus atos e em breve não teria mais controle sobre meus pensamentos.
A velha compreendia que não devia interferir e saltando para o lado, podia escutar o partir da madeira por aquela espada que possuía algumas runas gravadas por toda lâmina. Não podia suportar olhar mais para aqueles dois olhares que estavam ao redor dela. Seu corpo tremia. O medo havia possuído sua alma e ela rezava para a grande mãe que a libertasse daquela influência.
Meus olhos já não eram mais meus. Meu corpo já não era mais meu. Minha espada começava a partir a madeira daquele berço, ansiando partir aquele diminuto corpo em duas partes. O desejo por sangue, morte e justiça, eram as cordas que manipulavam cada pensamentos, movimento desejo, anseio. Tão próximo, tão deliciosamente próximo aquele diminuto corpo estava, mas a força que lançara meu corpo contra a parede parecia ser maior do que aquele último impulso humano que eu tive.
A velha escutava um baque forte contra a parede de madeira, pode captar sons de ossos partindo em algumas partes. Seus olhos voltavam-se assustados na direção do som e lá ela pode ver Alice tombando ao chão. Ainda segurando de modo firme o punho da espada. Não conseguia acreditar no que os olhos dela viam. O que havia acontecido?
Meu corpo caía ao chão, depois de escutar parte de meus ossos quebrando. Por mais que eles dominassem meu corpo, por mais que eu perdesse a consciência de meus atos. Eles jamais me deixavam inconsciente de forma plena. Eu podia não sentir, mas sabia muito bem tudo que estava acontecendo com meu corpo.

- Humhumhumhumhumhum! - Riam os arcanjos - Então o pequenino herdou a força do avô... Nos dê a liberdade de agir Inquisidora. Dê-nos a liberdade plena! - Falavam os dois arcanjos erguendo meu corpo mais uma vez e fazendo-me olhar para o berço. Fazendo-me encarar aquela criança maldita.
" - Você sabe que ele jamais deveria ter sobrevivido. Não deveria ter interfirido no destino dele. Não devia ter interferido nos desígnios DEle." - Geburah me repreendia no pior momento possível.
"- Mate-o Alice. Você prometeu-me a morte dessa criança! Você me prometeu este sacrifício." - Togarini recordava de minhas promessas.
Mas o que era aquilo? Quem estava dominando o corpo de sua neta? Que vozes imponetens eram aquelas que faziam suas cobranças para uma mortal que parecia se submeter à vontade deles como uma boneca manipulável? A avó de Alec estremecia o corpo, afastnado-se cada vez mais, estava assombrada com a presença de entidades tão poderosas. Queria gritar para Alice não se submeter àquelas cobranças.
Minha mão fechou-se ao redor do fio da espada, deixando-se deslizar, enquanto o fino fio da dor arrancava um olhar sádico em um rosto frio e impassível.

- Que não hajam mais lacres! Que não hajam mais empecilhos! Que meu sangue seja o portal para que ambos os Arcanjos lancem seus poderes sobre os infiéis de coração...
O corpo da avó dos Lupin estremece. Ela podia escutar seu coração bater de forma tão alta, que achava que seria impossível escutar aquelas palavras, mas aquilo tudo parecia ressoar em sua alma. Seus olhos não conseguiam desvencilhar daquele olhar...
A criança começava a se tranformar diante dos meus olhos. Não havia mais inocência naquele corpo. Os dentes agora pareciam presas de uma besta. Garras começavam a crescer nas diminutas mãos. A pele começava a se rasgar em várias partes... Mas eu devia continuar a invocação.
- Não mais haverá injustiças. Não mais haverão mortes inocentes. Geburah, Togarini eu vos liberto!

A criança erguia a mão em direção do corpo da Alice quando aquela invocação chegava ao final, lançando pedaços grandes do berço que formavam estacas. Memso tão nova, mesmo ainda sendo um bebê, aquela criança desejava viver e não deixaria que Alice lhe causasse mal.
Eu podia ver aquelas estacas sendo lançadas contra meu corpo, eu podia sentir a minha mão acabar de deslizar sobre a lâmina de minhas espada. Eu pude senti por um momento o tempo parecer parar, junto com meu coração, quando uma das estacas começou a perfurar o meu corpo. Após isso eu não vi mais nada.
- Alice! - Murmurou a avó ao ver o corpo da neta começar a tombar um pouco para frente por conta da violência daquele ataque que ela sofreu. Ela pode ver a estaca começando a perfurar a região do coração, mas ver aquela estaca em si virando pó enquanto todas as outras eram lançadas em diversas direções da casa à medida que um tornado parecia surgir ao redor do corpo da neta, quase a fez se esquecer de que ela estava na linha da batalha. Seu corpo não conseguia se mover. Estava paralizada de medo, enquanto via aquelas chamas azuladas e esverdeadas tomarem o corpo de sua neta. Não conseguia pensar em outra coisa se não em gritos de piedade que berravam em sua mente quando o corpo da moça começou a se erguer. Não.. Aquela não era sua neta.. Não podia ser! Havia algo demoníaco naquele olhar. Havia algo que estava longe de ser divino. Aquilo não podia ser verdade. "Ele" não poderia ser tão cruel a este ponto...

Saturday, September 15, 2007

A Solução - Parte II

Comecei a correr e não olhei para trás.
Alec tremia o corpo por seus vários motivos, uma era por ele ter que segurar sua amada com toda a força que ele possuía e outra era por saber o que poeria vir a acontecer. Alice nunca havia ido a sua residência e ela não sabia o que estava por vir. Ele tinha que confiar na irmã. Sabia que ela iria até o fim da escolha que ela fez para sua vida e ele jamais poderia mudar isso, pois não pode fazer isso no passado, quando os pais deles resolveram cortar os medicamentos de Alice, achando que ela poderia passar o Natal sem ficar letárgica.
Eu não precisava saber o caminho para aquela casa, era só seguir meus instintos e deixar que os arcanjos em certo ponto me guiassem naquele momento que eu começava a ficar "cega" pela justiça, mas os arrepios nunca me abandonariam. O meu sexto-sentido nunca me deixaria na mão e as coisas nunca aconteceriam tão facilmente em minha vida. Pude apenas escutar aquele rosnar e o arrepio rasgando a minha coluna, me dando tempo o suficiente para girar o corpo e tentar parar o que quer que fosse. Pude ver diante de meus olhos aquele monstro de olhos amarelos e pêlagem negra saltando com suas garras enormes para cima de mim. Deixei meu corpo começar a cair e tudo parecia câmera lenta. Minhas mãos puxando as Deseart de dentro do capote naval, aquelas mãos enormes alcançando o meu corpo, o recostar das armas no abdômen daquele lycan, as garras dele começando a rasgar o meu capote, penetrando meu corpo e o disparar do projétil.
"Alice" - Alec se sobressaltava, erguendo a cabeça fechando mais ainda as mãos em cima do ombro de Julia, escutando o disparo claro das duas armas de sua irmã, seguido de um ganido. Sua irmã tinha encontrado um dos lycans que habitavam nas redondezas de sua casa? Alec rosnava, rangendo os dentes, escutando os gritos de Júlia para libertá-la, enquanto tentava afastar da mente que Alice poderia não conseguir completar a missão. Não... Ele não poderia pensar daquela forma.
Quão dolorida tinha sido a dor, tanto para mim, quanto para o lycan que agora colocava a mão na região do abdômen, sentindo a carne queimar. Alec jamais imaginaria que eu estava andando com projéteis de prata e se meu irmão pensaria que eu seria ingênua em achar que ele vivia sozinho com a vampira, ele estava enganado. Ergui-me, sentindo o sangue escorrendo da ferida por debaixo da minha roupa e meu lado de Inquisidora já estava latejando. Eu olhava para aquele lycan. Ele podia escutar o engatilhar das duas armas e eu estava pensado seriamente em matá-lo naquele momento por ele ter se metido no meu caminho. Mas o velho arrepiar da base da coluna até a nuca, só me fez girar o corpo e começar a disparar as armas. Eu devia ter imaginado... O Primeiro era o batedor, o resto da matilha estava logo atrás.
Mais disparos e ele já nem sabia se escutava os disparos ou se estranhava o acalmar de Júlia aos poucos...
Eles resolveram atacar em conjunto. Matilha esperta! Se um sair ferido o restante faz o serviço. Uma bela tática contra um inimigo que é julgado poderoso. É justamente o ataque corrdenado usando a vantagem numérica que traz a vitória. Quase não tive tempo de largar as armas ao chão e desembainhar a espada descrevendo um meio círculo.
Na hora de uma luta, não vemos quanto atingimos, apenas sentimos o impacto da espada contra o corpo de alguém. Escutamos o grito da vítima e claro, por mais que os instintos berrassem, eu nunca daria conta de todos ao mesmo tempo. Não de forma humana demais. Ou eu usava a magia, ou eu liberava aquelas duas entidades que clamavam por morte, sangue e justiça.
Um grito acabou escapando de meus lábios, quando eu sentia minhas costas sendo rasgadas, mas eu diria que o melhor de tudo isso. Foi ver os lycans saltando para trás. Cravando suas garras ao solo de batalha e recuando aos poucos. Dá para ver quando um cachorro ficava acuado, confuso e com os lycans era a mesma coisa... Eles podiam apenas me ver erguendo e continuar meus passos, arrastando a ponta da espada no solo.
- Ela...
- Sim... Eu também senti...
- Eu não sei o que assusta mais... Se é o olhar dela...
- Ou o cheiro que ela carrega no sangue...
Alec tinha escutado os rosnares vindos de longe, ganidos, gritos e depois o silêncio. Ele não sabia o que estava sendo mais perturbador. Se era ver Julia chorando sangue, com o rosto virado de lado, enquanto o corpo regenerava devagar as queimaduras, ou se era aquele silêncio, no qual ele não estava conseguindo ver pelos olhos da irmã, ou sentir o que ela estava sentindo.
Estava ali. Bem à minha frente. Lá estava o lugar em que eu deveria executar a minha promessa feita a Togarini. Minha mente já não pensava mais em um recém-nascido inocente. Meus olhos já não viam uma casinha agradável, onde se poderia pensar que ali era o local que eu gostaria de morrer. A porta se abria com certa urgência e pude presenciar o medo em um olhar. Pude ver as mãos se unindo frente aos lábios e os passos sendo dando para trás vagarosamente. Aquela senhora que estava à minha frente, eu tinha a estranha sensação, mas não era hora para ter estranhas sensações.
Aquela senhora que estava no meu caminho, podia ver os olhos amarelos e frios por dentre alguns fios negros, presos ao meu rosto por conta de suor e sangue. Ela podia ver a trilha de sangue que eu deixava a cada passo que eu avançava.
- Em nome de Gaia, Geburah e daqueles que prezam extirpar a presença dos lacaios da Wyrm, e das criaturas que desejam apenas a destruição... Saia do meu caminho ou eu mesma terei que abrir as suas vísceras para alcançar o meu objetivo...